quarta-feira, 1 de julho de 2009

Reflexões.

Nestes últimos dias várias pessoas incentivaram-me a disponibilizar meu nome para a disputa eleitoral que se aproxima. Confesso que estou estudando a possibilidade, mas esta possibilidade têm algumas premissas básicas e estas premissas básicas têm que ser atendidas, sem as quais não vale a pena levar um projeto com a dimensão e importância que este tem.

A primeira questão que se levanta é sobre o quanto de representatividade um mandato político eleitoral tem que obrigatoriamente ter. Então uma provável candidatura precisa ser respaldada por um grupo político com afinidades ideológicas e firmeza de ações, para que, no caso de um possível mandato, todo este projeto seja tocado por esse grupo coeso. Como ninguém pode ser candidato de si mesmo, o empenho de todo o grupo político será o meio de se concretizar uma candidatura e, mais do que isso, o sucesso do mandato.

Uma candidatura não serve apenas à obtenção imediata do mandato. Serve também para que se fixem novas idéias e para reforçar o coletivo que irá se apresentar unido em forma de chapa de candidatos. Os que forem eleitos terão que obrigatoriamente abraçar os pleitos que cada candidatura carrega, como forma de contemplar as várias questões que surgem e afloram no período eleitoral.

É fundamental ainda que haja dentre os componentes da chapa uma disposição firme no sentido de entender a necessidade de cooperação mútua como um dos fatores fundamentais para o sucesso das candidaturas e que mais cadeiras serão alcançadas se houver este entendimento.

Quando da obtenção do mandato, o ente político deve ter como objetivo principal não apenas os que estão esculpidos nas diversas regras, mas também, e principalmente, a missão de fazer a organização dos vários grupos da sociedade, por suas demandas e questões.

Finalmente – e isso faço como profissão de fé – afirmo que uma provável candidatura por parte da minha pessoa não terá objetivos transversos tais como fixar meu nome para uma provável candidatura futura. Não é e nem nunca foi intenção, nem minha – e posso garantir que do grupo político a que pertenço – transformar eleições em degraus políticos, até pela importância que elas têm. Cada eleição tem seu tempo e sua história.

Quando e se entrar para valer em uma candidatura será com a finalidade de atingir o objetivo, ou seja ser uma das que obterá mandato.

9 comentários:

José Antonio disse...

Mostrou firmeza de caráter. Parabéns. Só por isso merece confiança.
J.Antonio/Praia Grande.

1 de julho de 2009 às 23:51
Anônimo disse...

Nossa Região necessita urgentemente de uma representante ligada ao porto .Parabéns.

2 de julho de 2009 às 10:33
Anônimo disse...

Parabéns pela reflexão, mostra que voce está no caminho certo, está na hora de uma candidatura de grupo, e principalmente com a ideologia socialista.

Walmir Charleaux

2 de julho de 2009 às 16:58
Anônimo disse...

Você que é santista de coração nos enche de orgulho. O Porto está mesmo órfão de mãe, e você que, quando procuramos no dia-a-dia sempre nos atende com tanto carinho nos chamando de "meu filho" nos traz agora esta essa reflexão, nos deixando cheios de esperança que finalmente possamos ter a "mãe" que tanto sonhamos.Parabéns!.....

4 de julho de 2009 às 22:35
Ana Cláudia disse...

Amiga em Santos o PSB é você e vice-versa.Quando se fala em PSB é sempre você que vem em nossas cabeças. Portanto, vá em frente e conte comigo sempre. Beijos. Ana Cláudia.

4 de julho de 2009 às 22:41
Soraya disse...

O Brasil está carente de pessoas com esse pensamento. Parabéns, que Deus ilumine o seu caminho.

5 de julho de 2009 às 23:19
Anônimo disse...

É por esse tipo de atitude que temos orgulho de sermos PSB. É por essas reflexões que nos sentimos estimulados a fazer e praticar política. É de pessoas assim que Santos e o Estado de São Paulo precisam. Chega de políticas curtas, de políticas com fins pessoais, de políticas com fins eleitoreiras, de políticas mesquinhas. É por isso companheira Tertulina que estamos do seu lado, na busca de condições melhores, através de políticas públicas sérias para o nosso tão sofrido e esperançoso povo brasileiro.(Eudes Reis)

7 de julho de 2009 às 10:11
Alfredo Coelho disse...

A pré-candidatura de Tertulina contempla amplamente todos os pressupostos básicos do que se pretende em quem busca representar a população em geral e aquela mais vilipendiada em especial:-
Carisma, idealismo, competência, discernimento, responsabilidade e sobretudo coragem para levar avante aquilo em que acredita.
A tarefa está posta e não admite recuos pois se trata de um quadro novo que vem preencher mais uma lacuna do ideario popular.
Alfredo Coelho.

9 de julho de 2009 às 13:17
Anônimo disse...

Platão perguntou pela boca de Sócrates em "A República": Como seria recebido o ser que descobriu o fabuloso universo inteligível? Seria ridicularizado? Deveria, por essa razão, o sábio desistir?
Platão foi incisivo: "O conhecimento do sábio deve ser compartilhado com seus semelhantes, deve estar a serviço da cidade."
Tertulina, seu nome é a claridade exuberante de "Hélio", o Sol que tudo ilumina.
Eloise Correia.

14 de julho de 2009 às 17:19

Apture